Semente Semanal #37 Agrotóxicos

O uso de agrotóxicos no Brasil ocorre desde a década de 50 e é regulamentado por lei desde 2002.
Afim de controlar as doenças do campo e aumentar a produtividade de alimentos, a utilização destas substâncias ocorre de forma indiscriminada, levando o Brasil ao topo do ranking mundial no consumo de agrotóxicos desde 2008. Anualmente cada habitante consome, em média, 5 litros de agrotóxicos sendo que, dos alimentos disponíveis para consumo, cerca de 70% está contaminado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo destas substâncias está relacionado com mais de 70.000 casos anuais de intoxicações agudas e crônicas por ingestão destas substâncias, e também a doenças genéticas e ao câncer. Mais da metade dos agrotóxicos utilizados no Brasil foram banidos nos Estados Unidos e União Européia por conta destas consequências negativas. Um exemplo disso é o “agente laranja” (24D). Essa substância foi pulverizada pelos Estados Unidos durante a guerra do Vietnã e ainda hoje traz consequências causando deformidade em crianças que nascem sem os braços e pernas. Essa substância é comercializada livramente no Brasil. O valor gerado pelas indústrias do agronegócio têm peso maior que as vidas contaminadas impedindo o avanço de estudos e análises que tirem definitivamente do mercado esses agrotóxicos.

O maior problema, é que este assunto ainda é pouco explorado pelas grandes mídias, então pouco é divulgado sobre a gravidade também. Por isso, indicamos o filme: “O veneno está na mesa.” do diretor Silvio Tendler. Nele serão tratados diversos aspectos a respeito do consumo de agrotóxicos, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores que os manipulam nas plantações. Nosso objetivo é propôr uma reflexão a respeito deste assunto, discutir abertamente as consequências do consumo e perceber que, de alguma forma, estamos contribuindo para o aumento de desertos verdes que contaminam as terras e multiplicam cada vez mais sementes incapazes (estéril) de se reproduzir sem venenos.
É necessário nos tornarmos mais independentes, ainda mais quando o assunto é nossa saúde através da alimentação! Implementar alternativas saudáveis nas áreas urbanas, mesmo que pequenas, e inserir pequenas hortas em espaços ociosos é possível.

Vamos viabilizar alternativas de hortas para a população,resignificar espaços ociosos, reconstruir a nossa relação com os alimentos e principalmente com a terra.

Andréia Previato Botelho
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