Semente Semanal #41 Deserto Verde

No Brasil, como em nenhuma parte do mundo, temos imensos campos de produção especializados no cultivo de uma espécie (monocultura), que utiliza grandes equipamentos mecanizados, utiliza irrigação automática, que insere agrotóxicos para controle de possíveis invasores e utiliza pouquíssima mão-de-obra neste processo. Essa produção tem imensa produtividade, gera grande lucratividade e nos faz acreditar, aparentemente, que é um bom negócio.

Para deixar mais claro, vamos fazer um comparativo deste cultivo através da monocultura com o trabalho. Imagine você ficar trancado numa fábrica realizando um trabalho extremamente restrito e muito repetitivo. Não deveria ser natural dedicar oito horas do seu dia fazendo exatamente o mesmo trabalho restrito e repetitivo. Sua potencialidade está sendo desperdiçada! Em algum momento, depois de anos talvez, você irá sinalizar insatisfação por conta desta rotina, correto?

Semente Semanal #41 Deserto Verde

O cultivo através da monocultura, é o mesmo trabalho restrito e repetitivo. A potencialidade do solo não é explorada. Por conta disso, o solo produzirá por anos e anos os mesmos nutrientes, as mesmas condições e manterá saudável o cultivo desta monocultura. Porém chegará o momento que ele também irá se sentir insatisfeito e quando isso acontecer, serão inseridos agrotóxicos para manter sua produtividade (ignorando que tal atitude contaminaria o lençol freático).
Após alguns anos, este solo não será mais lucrativo para esta monocultura, está demandando muito investimento de agrotóxico porque está esgotado. Neste momento será considerado um solo de baixa produção, então, este campo de produção será abandonado e em outro local se iniciará o mesmo ciclo.

Esta atividade tem produzido o que reconhecemos como “deserto verde”, imensos campos utilizados pela monocultura, explorados até seu último recurso e abandonados por não serem mais produtivos para a indústria.
Ressaltamos que não existe solo ruim! Todo solo, mesmo esses que tiveram todos os seus recursos explorados pela monocultura, têm capacidade de regeneração. E é essa recuperação que vem sendo feito com muito sucesso pelos movimentos de agricultura sintrópica que realizam o cultivo de alimentos através de agroflorestas.

Andréia Previato
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