Semente Semanal #32 Vida salgada

Semente Semanal #32 Vida salgada

Fúndico com o mar, até virar um só

Junto dele minha respiração leve que só

Brisa Salgada…

Natureza dentro de nós Luz profunda,

tão profunda quanto a verdade.

Onda solta, sinônimo de Liberdade

Adentro o mar, que somado a meu espírito

Tem um resultado de Paz, e energia revigorada

Estilo livre, mente aberta

Pensamentos que correm pela bancada

Ao entrar no mar, um sentimento que me abraça,

esquenta e guia até o encontro delas…

Que estão sempre de tubos abertos para nos esconder

Sol nascente, trazendo luz e água quente.

 

Marcelo Ribeiro

Árvore Surf

Fortalecendo o verdadeiro espírito do Surf.

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Semente Semanal #31 Poema Caiçara

Semente Semanal #31 Poema Caiçara

 

CAIÇARA, sinônimo de Sal, Água, Mar..
Pés descalços que pisam sem medo na Terra.

CAIÇARA, menino desbravador, que enfrenta o mundo moderno
Sem perder suas raízes em Terra.
CAIÇARA, valoriza o verdadeiro espírito da Natureza

Respeita seus semelhantes, e sabe que a Natureza nada mais que sua casa.
CAIÇARA, marujo que é

Com os pés na terra, mais alma no Mar.

 

CAIÇARA, que levanta com o Sol

Corre pras ondas, com a felicidade e certeza que ali é seu lugar.

 

CAIÇARA, descobre que não precisa de nada além do que a natureza pode oferecer

Para ser Feliz!

 

Marcelo Ribeiro

Árvore Surf

Fortalecendo o verdadeiro espírito do Surf.

Surf Arte por Colleen Hanley - California

Semente Semanal #30 Soul

Remando sobre águas salgadas me deparo com um dos maiores prazeres da vida. Poder estar de pé no trilho de uma onda é um prazer transcendental, onde voltamos a ter aquela alegria pura de criança a qual só nos faz rir.

Ao longo de uma vida salgada, percebo a importância enorme de estar no mar.

Paro…Penso…Escuto, analiso e vejo, que no mundo, que vivemos, algo tão surreal, é real! Realidade natural, sublime aventura que abre os olhos para uma vida pura e plena, como as ondas.

No mar, que encanta energia pura, que revigora a vida, trazendo junto toda beleza, de um espírito verdadeiro que busca nada mais que a felicidade.

Manhã perfeita, Sol brilhando forte, ondas alinhadas na bancada. Natureza apostos para te trazer paz. O que falar ou pensar, quando tudo se encontra em harmonia com a natureza?

Mar azul, linhas perfeitas, pássaros que voam junto a ilha. Esse contato possibilitado pelo Surf nos revigora para encarar qualquer situação com sorriso no rosto e amor no coração. Ainda com o corpo  e a mente salgada, agradeço a natureza pelos bons momentos. Só você é capaz de trazer a pura sensação de liberdade!

ALOHA

Marcelo Ribeiro

Árvore Surf

Fortalecendo o verdadeiro espírito do Surf.

Semente Semanal #29 Nem tudo são flores II

Semente Semanal #29 Nem tudo são flores II

O Surf e seu mercado.

Semente Semanal #29 Nem tudo são flores II

Hoje em dia vivemos um BUM no esporte. O Surf que antes sofria preconceito hoje em dia virou a “Galinha dos Ovos de Ouro” de muitos empresários. O Brasil desponta como a nova potência do esporte, e isso tem atraído muitos investidores e graças a fortes investimentos desses empresários temos visto o surgimento de uma nova geração, apelidados de Braziliam Storm.

Semente Semanal #29 Nem tudo são flores II

O Único detalhe que não podemos esquecer é que esses talentos um dia vão se aposentar, e quem irá substitui-los?

O País  precisa aproveitar o bom momento em que vive, para finalmente se profissionalizar. A ideia é criar uma forte liga dentro dos Estados afim de encontrar novos talentos. Também é fundamental um forte campeonato Brasileiro, passando pelas principais capitais do Surf no Brasil.

Só assim, com planejamento e muita seriedade, que podemos de fato, ajudar o esporte, como um todo no Brasil.

Marcelo Ribeiro

Árvore Surf

Fortalecendo o verdadeiro espírito do Surf.

Semente Semanal #28 Nem tudo são flores

SementeSemanal #28 Nem tudo são flores

Ufa! Enfim podemos gritar é campeão!

O Brasil tem ao longo dos seus mais de sete mil quilômetros de costa, praias belíssimas e ondas das mais diversas formações e tamanhos e enfim o caneco ASP veio para areias Brasileiras. O esporte está num crescimento constante e acelerado no País. Acabamos de conquistar a etapa no Rio de Janeiro (#OiRioPro), e o que se viu foi praticamente um Maracanã na praia da Barra da Tijuca no RJ. Uma multidão de aficionados pelo VERDADEIRO ESPIRITO DO SURF.

Infelizmente nem tudo são flores, não precisamos ir tão longe, para ver que o cenário interno do Surf no Brasil é precário, e mal temos o circuito Brasileiro estruturado. Nesse último ano o campeão Brasileiro foi conhecido pela soma dos Campeonatos Estaduais, para dar uma ideia da situação atual. Faltam patrocinadores de peso, para realizar um circuito de qualidade, passando pelas principais regiões do país.

Temos que incentivar e cobrar das entidades competentes ações, para dar a volta por cima, e criar uma liga nacional do esporte, para termos força no futuro com uma possível nova geração do “Brazilian Storm”, e que outras muitas gerações cheguem com uma estrutura merecida perante seu nível de Surf.

Uma visão amplificada do cenário obscuro longe dos holofotes é necessário, para que definitivamente possamos gritar: É CAMPEÃO.

Árvore Surf

Fortalecendo o verdadeiro espírito do Surf.

Aloha!

Marcelo Ribeiro

Semente Semanal #27 Árvore Surf 2015

Árvore Surf 2015

Um novo momento. Incrível energia que retrata a história a cada segundo, hora, dia, semana, meses e ano que parece se aprofundar na sincera e verdadeira essência da alma em encontro com a nossa mãe Natureza. Por dentro da água sagrada, salgamos nossas idéias na melhor percepção e compreensão possível da palavra. Passamos por dentro de espaços minúsculos, entre milímetros e centímetros, dividindo o que acreditamos, por sonho e realidade, na respiração circular da vida, buscando o ar pela fresta da janela da areia, que se faz terra e serve como a melhor estrutura possível para sustentar toda essa energia reunida, alimentando a cada nascer do sol, matando a sede de vida e fortalecendo nossa seiva que pacientemente regamos todos os dias para humildemente vermos a cada instante, nossos frutos abrindo os olhos, respirando fundo e crescendo. Chegamos. Venha tubular 2015, que nós todos agradecemos e abraçamos com a força da raiz. Paz!

Rafael Palmieri
Árvore Surf
Fortalecendo o verdadeiro espírito da Natureza.

Semente Semanal #26 O tédio – por Sidão Tenucci

Eu não sou de sentir tédio. Não me considero um especialista. Muito longe disso. Na verdade, existe uma automotivação neurótica que quase sempre me demove compulsivamente de todo o buraco emocional. Quase sempre consigo tirar a cabeça presa nos corais do fundo para chegar à luz do sol.

Num extremo do espectro das emoções humanas é um antidepressivo natural inserido embaixo da pele, quem sabe, ainda na sala de parto, ou ainda algo que veio de muito longe, talvez de um espírito já pronto na sua vocação de permanecer sobre a superfície, ou ainda das cidades muradas de Luca, na Itália, ou bem antes, das cavernas do Paleolítico.

O surf estendido pelos últimos 45 anos, esse mestre da superação, não nego, também contribuiu para esse fardo quase não pousar nos meus ombros.

O tédio, no entanto, no outro extremo, é uma fuga pura e simples de uma realidade que a percepção detecta no seu radar como desagradável. Não querer encarar o lado sombrio e deprimente da vida? Maybe. Tenho sobrevivido e vivido razoavelmente bem assim. Mas isso não quer dizer que eu não saiba nada sobre o tema. Estou escrevendo porque senti a sombra dele – do tédio – tentando me alcançar. Um medo de que isso acontecesse subiu ao peito e, por alguns segundos, eu pude sentir o que não queria.

O tédio não me invade como o mar, mas me salga a alma como bacalhau ao sol. Ele é assim, pude ver, tão contundente quanto superficial. Ao contrário do que parece, não ocupa o lugar de outras coisas, mas toma o espaço do vazio. E com isso não quero dizer que é aquela ausência de tempo que se sente dentro de um tubo. Vazio mesmo. Ele faz do vazio algo ainda mais sem nada, embora deixe a sensação de ser uma modalidade exótica de conteúdo. É também parceiro disfarçado de um tipo estranho de silêncio.

O tédio, dizem alguns aficionados que sobreviveram anos em sua companhia, é gostoso. Uma gostosura com viés de sofrimento. Como a heroína, como ser previsivelmente abandonado depois do sexo previsivelmente alucinado com a mulher surpreendentemente fatal, como pular de um precipício atado a um pequeno par de asas, como o prenúncio e o prepúcio da calma e inevitável chegada da morte. O tédio remete ao ócio. Mas não é. Nada poderia ser mais diferente.

O ócio é uma escolha do homem, o tédio é uma imposição dos deuses, quando colocam as mãos cheias de penas e escamas sobre a nossa testa enquanto dormimos, para que acordemos na manhã do reino fora de nós. Alguns acreditam que os amaldiçoados com essa bênção são os que estavam chegando muito perto das respostas eternas. E os deuses, com a proverbial inveja que os antigos gregos detectaram muito bem – e que lhes custou o fígado -, tratam de desviá-los do caminho.

Pode parecer desleixo, mas na verdade o tédio é um querer não denso. Nesse sentido é até zen, embora perigoso e fluido. É algo que não pede construção, não exige realização, não se importa em chegar. Não quer chegar. O tédio é autosuficiente, não precisa e não deseja nada. Compraz-se em sofrer solitário – trazendo junto seu hospedeiro -, primo que é, em primeiro grau, da melancolia, embora possuam tipos sanguíneos diversos com traços faciais similares. O tédio é o cunhado fracassado do sucesso.

Sinto tédio quando não só não há mais projetos ou objetivos à vista, mas quando minha atuação nessa vida parece inadequada, fora de lugar. Quando me perco de vista. Teria errado a trilha? O tédio se instala naquele espaço deixado pela indecisão.

Sim, o tédio pode ser mortal, embora raramente leve ao óbito. É como se toda a nossa carne se transformasse em matéria disforme e pegajosa, os pensamentos se recusassem a pensar, e os sentimentos já amortecidos pelo haxixe espiritual fossem tirar férias na Jamaica, nos deixando dentro das mesmas paisagens e pessoas para a eternidade. Imagino que ele seja de alguma maneira, necessário. Algum tipo de equilíbrio torto de uma natureza equivocada – vamos aqui considerar a premissa discutível de que tudo existe por alguma razão… Nesse sentido, o tédio é como os mosquitos e seus mistérios: “serve exatamente para quê?”.

Se numa vertente o exercício da poesia deixa a alma sarada, na outra a prática do tédio põe a alma em banho-maria. É a sombra da alegria, a literal influência da lua minguante, o muro de arrimo de família da poesia.

Sidão Tenucci é humano. Embora não seja um fã do tédio, às vezes cruza com ele pelas quebradas. É também diretor de marketing da OP Ocean Pacific e viajou por 55 países, gerando até o momento três livros: “Almaquatica”, Ed. Terra Virgem, em parceria com o fotógrafo Klaus Mitteldorf e o designer gráfico David Carson, o romance de aventuras “O Surfista Peregrino” e o livro de poemas ilustrados por 55 artistas, “Poentes de Amor”, pela Ed. Decor (todos disponíveis na Livraria Cultura).

Texto – Coluna Soul Surf