Semente Semanal #42 Agricultura Biodinâmica

Em 1924, durante uma série de oito palestras realizadas na Alemanha, Rudolf Steiner apresentou um método que foi considerada a primeira agricultura orgânica moderna.

Steiner sugeriu que suas técnicas fossem testadas experimentalmente, elas utilizariam o calendário astrológico para semeadura/plantio e também considerariam o sistema agroecológico como um sistema único, incluindo o tratamento igualitário do solo, animais e cultura.

A agricultura biodinâmica é muito utilizada atualmente e tem como características centrais a rotação de culturas, interação com ambiente sócio econômico, produção sem utilização de insumos químicos, influência das condições astrológicas nos organismos biológicos., entre outros.

Semente Semanal #42 Agricultura Biodinamica

O objetivo desta técnica é produzir condições saudáveis, naturais, proporcionando harmonia ecológica, além de restaurar ambientes degradados pela agricultura convencional.

Existem algumas iniciativas que compartilham calendários mensais apontando condições ideais para plantio de raízes, folhagens, flores e frutos,como essa que compartilhamos.

Deixamos como sugestão de pesquisa assuntos relacionados a antroposofia ; Rudolf Steiner e agricultura biodinâmica.

Andreia Previato
@arvoresurf

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Semente Semanal #41 Deserto Verde

No Brasil, como em nenhuma parte do mundo, temos imensos campos de produção especializados no cultivo de uma espécie (monocultura), que utiliza grandes equipamentos mecanizados, utiliza irrigação automática, que insere agrotóxicos para controle de possíveis invasores e utiliza pouquíssima mão-de-obra neste processo. Essa produção tem imensa produtividade, gera grande lucratividade e nos faz acreditar, aparentemente, que é um bom negócio.

Para deixar mais claro, vamos fazer um comparativo deste cultivo através da monocultura com o trabalho. Imagine você ficar trancado numa fábrica realizando um trabalho extremamente restrito e muito repetitivo. Não deveria ser natural dedicar oito horas do seu dia fazendo exatamente o mesmo trabalho restrito e repetitivo. Sua potencialidade está sendo desperdiçada! Em algum momento, depois de anos talvez, você irá sinalizar insatisfação por conta desta rotina, correto?

Semente Semanal #41 Deserto Verde

O cultivo através da monocultura, é o mesmo trabalho restrito e repetitivo. A potencialidade do solo não é explorada. Por conta disso, o solo produzirá por anos e anos os mesmos nutrientes, as mesmas condições e manterá saudável o cultivo desta monocultura. Porém chegará o momento que ele também irá se sentir insatisfeito e quando isso acontecer, serão inseridos agrotóxicos para manter sua produtividade (ignorando que tal atitude contaminaria o lençol freático).
Após alguns anos, este solo não será mais lucrativo para esta monocultura, está demandando muito investimento de agrotóxico porque está esgotado. Neste momento será considerado um solo de baixa produção, então, este campo de produção será abandonado e em outro local se iniciará o mesmo ciclo.

Esta atividade tem produzido o que reconhecemos como “deserto verde”, imensos campos utilizados pela monocultura, explorados até seu último recurso e abandonados por não serem mais produtivos para a indústria.
Ressaltamos que não existe solo ruim! Todo solo, mesmo esses que tiveram todos os seus recursos explorados pela monocultura, têm capacidade de regeneração. E é essa recuperação que vem sendo feito com muito sucesso pelos movimentos de agricultura sintrópica que realizam o cultivo de alimentos através de agroflorestas.

Andréia Previato
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Em breve estará no ar o nosso site oficial!

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

Na última quarta feira (13/07/2016) além de ser o dia mundial do Rock, aconteceu em Santos-SP o evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas, realizado pela gente do Árvore Surf, em junção com os projetos Escola da Convivência, Human e Global Veins. Uma tarde linda de sol e compartilhamentos de saberes múltiplos, com seres abertos para troca vivencial proposta por nós. Trocamos sobre o consumo consciência, trazendo o assunto da Compostagem e também criamos uma horta para a bela casa da Escola da Convivência, buscando expandir os pensamentos sobre Agricultura Urbana. Além disso, compartilhamos Cultura, com música ao vivo e sendo criada em tempo real com o artista Paulo Jesus, harmonizando e levando o ambiente para outra atmosfera com seu Didjeridoo, e sua criação Tamborex, um tambor feito de canos de pvc, com sonoridade única e forte, junto com esse que vos escreve, experimentando possibilidades cósmicas e improvisações em tempo real com uma guitarra. Fizemos a abertura do evento, como também sonorizando algumas das práticas feitas ao longo do dia, e o encerramento, que contou com a presença do artista e educador Erik Morais.

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

Agradecemos o espaço da Escola da Convivência por possibilitar a vivência deste dia incrível para todos os envolvidos, como também ao projeto Human, que compartilhou práticas com a confecção de hidratantes e desinfetantes naturais, para renovar o nosso dia a dia, e também ao projeto Global Veins com sua proposta sobre cidadania planetária.

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

#Evento Mutirão Colaborativo: práticas sustentáveis urbanas

A construção segue e em breve estaremos com boas novidades. Um site oficial do projeto Árvore Surf enfim está sendo construído. Uma linda conquista após 4 anos de projeto e estamos ansiosos para compartilhar isso com todos vocês. Também em Agosto estaremos por São Paulo, capital, logo maiores detalhes.

Construir na prática e re-significar o dia a dia. Avante!

Fotos por: Wallace Nogueira e Marcela Alves

Rafael Palmieri
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Semente Semanal #40 Sintropia

Agricultura Sintrópica: trabalhando a favor da natureza e não contra ela

O que muitas vezes chamamos de pragas nas plantações de soja, milho, couve, ou qualquer outra monocultura em grande ou pequena escala, nada mais são do que agentes da natureza agindo a favor dela. Esses insetos entendem a monocultura como algo artificial ou não natural e por isso atacam, na busca de restabelecer a ordem natural das coisas.

Semente Semanal #40 Sintropia

Em uma floresta tropical por exemplo, existe uma infinidade de espécies , e esse é justamente o motivo pelo qual ela se mantém viva e em harmonia, se tem grande variedade de espécies crescendo juntas. A monocultura desgasta o solo , reduz a biodiversidade, e ainda há desvantagem econômica , já que uma única praga ou doença comprometeria a produção toda.

Em contrapartida os sistemas agroflorestais geram vida , uma ótima opção para recuperar áreas degradadas e gerar alimento, são ricos em biodiversidade, é um sistema que se auto-sustenta, muitas árvores, diversidade de espécies, muita matéria orgânica caindo o tempo todo no solo se decompondo, gerando nutrientes para este, protegendo veios de água e lençol freático, favorece o surgimento de microclimas, devido as árvores que retém mais umidade deixando o clima mais ameno. O sistema agroflorestal ou agricultura sintrópica não so preserva o ambiente, mas traz o surgimento da vida. Como diz Ernst Gotsh: ”devemos trabalhar para criar áreas de inclusão permanente e não de proteção permanente.”

Maria Claudia Lisbôa Fernandes.
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Em breve estaremos com Site Oficial.

Semente Semanal #39 Descartando corretamente os resíduos

A gestão dos resíduos produzidos em áreas urbanas têm sido um assunto recorrente para nós do Árvore Surf. O consumismo, produção desenfreada e terceirização da nossa responsabilidade como gerador de resíduo, têm trazido a tona algumas questões, que anteriormente, não havíamos falado sobre.

Semente Semanal #39 Descartando corretamente os residuos

Temos conhecimento que lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, raio-x, entre outros, não devem ser descartados no lixo comum. Estes materiais não são recicláveis, possuem alto índice de radioatividade e vão contaminar o solo e o lençol freático se descartados no aterro sanitário (ou pior, no lixão).
Mas também percebemos que pouco sabíamos sobre os locais que realizam estas coletas para descarte correto dos materiais em nossa própria cidade (Santos-SP).
Gostaríamos de frisar a importância de ter acesso e cobrar estes ecopontos na sua cidade, e também compartilhar conosco em nosso email arvoresurf@gmail.com ou na nossa página no facebook. Somente desta forma podemos minimizar o impacto ambiental causado pelo nosso consumo!

Link para ajudar:
http://www.acheseuecoponto.com.br/

Acompanhe nosso instagram: @arvoresurf

Andréia Previato

Semente Semanal #38 Agricultura Urbana

Quando pensava em agricultura, imaginava um grande espaço verde ao ar livre e bem distante das áreas urbanas. Pouco sabia sobre plantio em pequenos espaços e na verdade, não imaginava que seria possível otimizar esses espaços para a produção de alimentos. Tive conhecimento deste tipo de prática a pouco tempo, comecei a pesquisar, encontrei muitas iniciativas que utilizam essa alternativa de plantio identificando como agricultura urbana. Este tipo de técnica contempla todos aqueles que, assim como eu, moram em alguma cidade sem grandes espaços para plantio mas ainda assim buscam alternativas para produzir seu alimento, ou pelo menos, alguma parte dele.

Resignificando resíduos produzidos na cidade, qualquer material é transformado: galochas, pneus, caixote de feira, garrafa térmica quebrada podem ser lindos vasos. Os espaços são transformados e pensados de forma que você trabalhe com aquilo que está disponível (é um conceito da permacultura também), não é necessário mudar para uma grande casa, quebrar paredes do apartamento ou sair da cidade. Aproveitando os espaços ociosos para plantar, seja no chão ou nas paredes, é possível inclusive quando têm pouco sol ou somente luz indireta, pois existem diversas plantas que se desenvolvem bem nesse tipo de situação (pancs – plantas alimentícias não convencionais – são um bom exemplo).

O contato com a terra propõe um resgate com a origem dos alimentos que consumimos e um desaceleramento na nossa rotina. Mudar nosso olhar para a cidade, enxergando na prática que é possível produzir alimentos em pequenos espaços, só traz consequências positivas, tanto para a nossa vida como também para a Terra!

Andréia Previato Botelho
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Semente Semanal #37 Agrotóxicos

O uso de agrotóxicos no Brasil ocorre desde a década de 50 e é regulamentado por lei desde 2002.
Afim de controlar as doenças do campo e aumentar a produtividade de alimentos, a utilização destas substâncias ocorre de forma indiscriminada, levando o Brasil ao topo do ranking mundial no consumo de agrotóxicos desde 2008. Anualmente cada habitante consome, em média, 5 litros de agrotóxicos sendo que, dos alimentos disponíveis para consumo, cerca de 70% está contaminado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo destas substâncias está relacionado com mais de 70.000 casos anuais de intoxicações agudas e crônicas por ingestão destas substâncias, e também a doenças genéticas e ao câncer. Mais da metade dos agrotóxicos utilizados no Brasil foram banidos nos Estados Unidos e União Européia por conta destas consequências negativas. Um exemplo disso é o “agente laranja” (24D). Essa substância foi pulverizada pelos Estados Unidos durante a guerra do Vietnã e ainda hoje traz consequências causando deformidade em crianças que nascem sem os braços e pernas. Essa substância é comercializada livramente no Brasil. O valor gerado pelas indústrias do agronegócio têm peso maior que as vidas contaminadas impedindo o avanço de estudos e análises que tirem definitivamente do mercado esses agrotóxicos.

O maior problema, é que este assunto ainda é pouco explorado pelas grandes mídias, então pouco é divulgado sobre a gravidade também. Por isso, indicamos o filme: “O veneno está na mesa.” do diretor Silvio Tendler. Nele serão tratados diversos aspectos a respeito do consumo de agrotóxicos, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores que os manipulam nas plantações. Nosso objetivo é propôr uma reflexão a respeito deste assunto, discutir abertamente as consequências do consumo e perceber que, de alguma forma, estamos contribuindo para o aumento de desertos verdes que contaminam as terras e multiplicam cada vez mais sementes incapazes (estéril) de se reproduzir sem venenos.
É necessário nos tornarmos mais independentes, ainda mais quando o assunto é nossa saúde através da alimentação! Implementar alternativas saudáveis nas áreas urbanas, mesmo que pequenas, e inserir pequenas hortas em espaços ociosos é possível.

Vamos viabilizar alternativas de hortas para a população,resignificar espaços ociosos, reconstruir a nossa relação com os alimentos e principalmente com a terra.

Andréia Previato Botelho
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